Lição V  - 1 de Fevereiro de 2009

BOA EDUCAÇÃO

Texto da lição: Provérbios 13:24; 19:18; 20:7, 11; 22:15; 23:13-16; 29:15, 17

Leituras diárias:

Segunda: Jó 1:1-5               Quinta:  Colos. 3:18-25
Terça:       Prov. 4:1-13        Sexta:   1 Tim. 2:9-3:12
Quarta:     Prov. 23:19-26    Sáb.:     2 Tim. 1:2-5; 3:14-15

Leitura devocional: Um pai que falhou na educação dos filhos – 1 Samuel 2:27-34

Texto áureo: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele” (Provérbios 22:6).

INTRODUÇÃO: Em princípio, não temos grande dificuldade em catalogar as outras pessoas de bem ou mal educadas, dependendo da maneira mais ou menos simpática e correcta como nos tratam. Mas definir boa educação já não será assim tão fácil. E mais difícil ainda é chegarmos todos a acordo acerca dos caminhos para lá chegar! Quanto à arte de educar as nossas crianças, por exemplo, não há, propriamente, unanimidade no universo dos pais, psicólogos, professores e demais pedagogos…
E nós, os crentes, como encaramos o desafio de preparar os nossos filhos para a vida? Ouvir o que o Senhor tem para nos ensinar através da Sua Palavra sobre esta questão crucial, é o objectivo da lição de hoje.

I - INCUTIR PADRÕES ELEVADOS

Os objectivos da educação. Como definiremos educação? Segundo os manuais, é a acção de desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e morais de alguém. No que às crianças diz respeito, é geralmente aceite como básica a responsabilidade dos pais, que devem cuidar do crescimento equilibrado dos filhos, promovendo a sua gradual autonomia e incutindo-lhes os valores éticos e de civilidade que lhes permitam uma integração harmónica e feliz no mundo.
Sendo certo que a escola e a igreja também têm um papel relevante nas tarefas educativas, a verdade é que a missão dos pais é insubstituível! Todos vemos o que acontece aos meninos que crescem na rua, sem família digna desse nome…
Padrões elevados. “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dele” (Prov. 22:6). Salomão entendia que vale a pena educar a criança dentro de virtudes e qualidades morais que a marcarão para o resto da vida. O amor à verdade e ao trabalho, honestidade, brio pessoal e respeito pelos outros, devem ser ensinados desde o berço!
É também nos primeiros anos de vida que o Senhor Jesus deve ser apresentado à criança. Durante o Seu ministério terreno, Ele comprazia-se em receber “os pequeninos”, abençoá-los e orar por eles (Mat. 19:13-15). Grande é a responsabilidade dos pais em guiar os seus filhos nos caminhos do Senhor (Deut. 6:4-7)!
A importância do exemplo. Mesmo nós, os adultos, aprendemos qualquer coisa muito melhor se quem nos ensina juntar a prática à palavra, mostrando-nos como se faz. A expressão “ensina a criança” pressupõe o acompanhamento da palavra pelo exemplo. De que adianta proibir o menino de dizer palavrões se ele os ouve, dos pais, a todo o instante? Ou dizer-lhe para não gritar se o pai e a mãe não sabem falar, entre si, de outra maneira? Ou querer que ele vá à Escola Dominical se os pais não amam a igreja, faltam aos cultos, não lêem a Bíblia e não oram em casa? Necessitamos, cada vez mais, de lares como os de Zacarias e Isabel, e José e Maria (Luc. 1:80; 2:39-40).

Atitudes a evitar:
Prepotência. Infelizmente, há pais que confundem autoridade com arbitrariedade, não admitindo que os filhos tenham opiniões e gostos diferentes dos seus. Sejamos claros: os pais não podem comportar-se como se fossem donos dos filhos, reprimindo-os de tal forma que chegam a impedir o normal desenvolvimento da sua personalidade. O autoritarismo é anti-bíblico!
O ideal bíblico é que pais e filhos se respeitem mutuamente: “Filhos, em tudo obedecei a vossos pais… Pais, não irriteis os vossos filhos, para que não fiquem desanimados” (Colos. 3:20-21).
Passividade e negligência estão no outro extremo e constituem, porventura, a falha educativa mais grave do nosso tempo. É fácil identificar, pelo seu comportamento, uma criança que cresce num lar onde tudo lhe é permitido. Há pais e mães que têm imensa dificuldade em dizer não a um filho, ainda que seja para o bem dele (Prov. 29:15). É de admirar que um jovem assim “educado” chegue ao ponto de insultar e agredir os próprios pais? “Até a criança se dá a conhecer pelas suas acções, se o que faz é puro e recto… Corrige o teu filho, e te dará descanso…” (Prov.20:11; 29:17).

II - DISCIPLINAR COM SABEDORIA

A disciplina tem um duplo objectivo: ensinar e treinar a criança “no caminho em que deve andar”, o que implica a existência de regras e a sujeição à direcção e instrução dos pais. Jesus é o melhor exemplo de um filho disciplinado: aos doze anos, procurado por José e Maria durante três dias, e encontrado no templo de Jerusalém, regressou a casa com eles “e era-lhes submisso” (Luc. 2:51).
Disciplina correctiva. “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Ef. 6:1-4). A disciplina correctiva não é invenção dos homens, mas um mandamento divino. Por isso, sempre que os pais tiverem que corrigir um filho, devem ter em conta a forma como Deus nos disciplina a nós, Seus filhos também: “…o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Prov. 3:12); “Eu repreendo e disciplino a quantos amo” (Apoc. 3:19); “…que filho há a quem o pai não corrige?” (Heb. 12:5-8). Felizes os pais que habituaram os filhos a obedecer-lhes apenas pela palavra! De resto, todas as medidas de disciplina e correcção devem basear-se no amor! O filho correctamente educado não duvida do amor dos pais mesmo quando deles recebe um castigo!
Castigo corporal. Muitos pedagogos rejeitam a punição física como recurso educativo, mas a Palavra de Deus, pela pena de Salomão, considera-a adequada dentro de limites precisos. “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo o disciplina” (Prov. 13:24). Sim, quando castiga, deve ser o amor e não a ira a comandar a atitude do pai ou da mãe! A violência é criminosa, para além de injusta e contraproducente! A punição, verbal ou física, deve ser sentida pela criança, não como uma agressão ou humilhação, mas sim um aviso sério para não repetir um comportamento não tolerável. “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela” (Prov. 22:15).

III - VIVER, COM ALEGRIA, OS FRUTOS DA BOA EDUCAÇÃO (Prov. 29:17)

Feliz o lar, bendita a família que adora e serve a Deus! Família onde reina a harmonia, onde as diferenças são resolvidas pelo diálogo, cujos filhos crescem no temor do Senhor e ancorados no amor dos seus pais! A disciplina administrada segundo os princípios da Escritura transformará essas crianças em homens e mulheres de carácter recto, íntegros, de comportamento exemplar. “Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á também o meu; exultará o meu íntimo, quando os teus lábios falarem coisas rectas” (Prov. 23:15-16). Para haver Timóteos, é preciso haver, primeiro, Lóides e Eunices (2 Tim. 1:5). Assumamos a responsabilidade da correcta educação das nossas crianças, para que nos possamos rever nas palavras do rei sábio: “O justo anda na sua integridade, felizes lhe são os filhos depois dele” (Prov. 20:7). Desta maneira, os frutos da boa educação renovar-se-ão, geração após geração, alegrando o coração de pais e avós, que melhor recompensa não desejarão para si mesmos do que verem os seus descendentes nos caminhos da honra e do temor de Deus!