Lição XIII                                                                                                               25 de Dezembro 

JESUS VAI MESMO VOLTAR?

Texto da lição: Jo 14:1-3; Act 1:10-11; 1 Ts 4:16-17; Mt 25:31; 1 Ts 5:2-4

Leituras diárias:

Segunda:
1 Cor 15:12-26                   Quinta: Apoc 19:11-21
Terça: 1 Cor 15:35-49                          Sexta: Apoc 21:9-27
Quarta: 1 Cor 15:50-58                        Sábado: Apoc 22:1-6

Leitura devocional:
A vinda humilde do Rei – Zacarias 9:9 

Texto áureo: “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir” (Mateus 25:13). 

INTRODUÇÃO: Nos tempos do Antigo Testamento, o salmista, olhando o céu da noite, ficava deslumbrado com o panorama e exclamava: “Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade… Quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, que é o homem, que dele te lembres?...” (Salmo 8:1, 3, 4). Mas, na verdade, houve muito, muito, que, ao olhar o céu, o salmista, naquele tempo, não conseguia ver.
Hoje estima-se que há pelo menos uns dez biliões de galáxias no universo, cada uma delas contendo cerca de cem biliões de estrelas. Por outras palavras: o que conseguimos ver quando olhamos o céu numa noite estrelada é apenas uma pequeníssima fracção da verdadeira realidade, da qual, ultimamente, o telescópio Hubble tem permitido que os homens recebam espantosas e deslumbrantes imagens. 
Mas Deus, ao criar o Seu vasto e admirável universo, não o fez com o objectivo de minimizar a importância do Homem. Pelo contrário, a criação revela o quanto o ser humano foi e é importante para Deus. A doutrina da segunda vinda de Jesus lembra-nos o quanto Deus nos ama. Ele não está esquecido de nós. Jesus voltará, para alegria incomensurável de todos os Seus. “…Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Actos 1:11).

I – JESUS PROMETEU VOLTAR (João 14:1-3) 

Os apóstolos, no convívio com Jesus, só a pouco e pouco foram aprendendo algumas verdades fundamentais. Em João capítulo 14, encontramo-los confusos, algo desanimados e enfraquecidos na fé em resultado das palavras que Jesus lhes dirigiu. O Senhor disse-lhes que em breve iria deixá-los (João 7:34: 8:21; 12:8, 35; 13:33), que os homens O crucificariam (João 12:32-33), que um dos Doze era um traidor (João 13:21), que Satanás iria pô-los à prova (Lucas 22:31-32) e que todos eles haviam de abandoná-Lo (Mateus 26:31). O peso cumulativo de todas essas revelações deve tê-los deixado muito deprimidos. Para os confortar, Jesus dirigiu-lhes palavras de grande consolação e esperança.
Corações calmos. “Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim” (João 14:1). Nos tempos que correm, a preocupação humana é praticamente uma forma de vida. Basta ler ou ouvir as notícias e ver o telejornal. Devido ao “stress”, os problemas relacionados com pressão arterial e doenças do coração vão aumentando assustadoramente. Porém, no meio de toda esta agitação, há uma voz – a voz de Jesus – que, à porta dos corações crentes, continua dizendo: “Não se turbe o vosso coração”. Na verdade, aconteça o que acontecer, sabemos que o Senhor está no controlo de todas as circunstâncias e que tem um plano específico para os Seus discípulos.
Muitas mansões. “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar” (João 14:2). O plano de Jesus é que vivamos, tranquilos, o dia a dia, na expectativa daquilo que Deus tem preparado para nos oferecer. Podemos, pois, seguir passo a passo, enfrentando com coragem os problemas da vida, porque, quaisquer que sejam as circunstâncias, o futuro está em Suas mãos e isso inclui uma morada no Céu para todos quantos aceitam Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. Que bênção admirável! 
Voltando de novo. “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14:3). Jesus não Se esqueceu de nós. Compreende e apoia-nos em nossas provas e lutas. A Bíblia confirma-o: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei” (Hebreus 13:5). Mas o melhor de tudo é a certeza que temos de que Cristo vai mesmo voltar. Ele o prometeu. E Jesus não mente. Podemos confiar nas Suas promessas.

II- A BÍBLIA DESCREVE A SEGUNDA VINDA

Como vai ser a segunda vinda de Jesus? Ainda que a ordem exacta dos acontecimentos não seja completamente clara, as Escrituras revelam-nos o essencial desse maravilhoso acontecimento.
A Sua vinda será visível (Actos1:10-11). No momento da ascensão de Jesus, os anjos que apareceram aos discípulos disseram: “Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”. 
Na Sua próxima vinda, Jesus não vai aparecer de novo como um bebé, nascendo algures, numa manjedoura, em parte incerta do mundo. Em Apocalipse 1:7 lemos: "Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá, até quantos o traspassaram…”.
A Sua vinda será gloriosa. “Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória” (Mateus 25:31). Jesus não vai voltar na qualidade de um simples carpinteiro da Galileia, mas em glória majestade e poder, “para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra” (Filipenses 2:10). 
A Sua vinda será repentina (1 Tessalonicenses 5:2-4). A próxima vinda de Jesus surpreenderá muita gente. Importa que estejamos preparados.
Em primeiro lugar, para estar preparado, caro leitor, certifique-se de que já aceitou Jesus Cristo como seu Salvador pessoal. Jesus vem para inaugurar um futuro glorioso para os crentes, mas aqueles que não O receberam terão de enfrentar, dolorosamente, toda a eternidade longe de Deus (cf. Lucas 16:19-31). 
Em segundo lugar, importa que estejamos aguardando a Sua vinda vivendo para Cristo, particularmente pela oração, meditação na Palavra de Deus e envolvimento activo em nossas igrejas. Jesus, nosso exemplo supremo, declarou abertamente: ”É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (João 9:4). 
Em terceiro lugar, certifiquemo-nos de que estamos dando testemunho de Cristo a outras pessoas. Ele disse: “Ser-me-eis testemunhas” (Actos 1:8). Para além de aceitar Cristo e crescer em Cristo, todo o discípulo de Jesus deve igualmente comunicar Cristo a outras pessoas.
Em quarto lugar, importa que aguardemos a vinda de Jesus em alegre expectativa. O apóstolo Pedro revela qual devia ser a atitude dos primeiros crentes: “Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça (2 Pedro 3:13). É preciso que os crentes não fiquem tão envolvidos com os valores deste mundo, a ponto de olvidarem a iminência da vinda do Senhor. Nunca esqueçamos que a nossa verdadeira pátria está no Céu, de onde Jesus vai voltar. “Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus” (Efésios 2:19). 
Na conhecida “parábola das dez virgens” (Mateus 25:1-13), Cristo admoesta-nos sobre a iminência da Sua vinda e a importância de estarmos preparados para esse glorioso dia em que o Senhor vai voltar. “Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir” (Mateus 25:13).